quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Escolhas De Uma Vida (Pedro Bial)

Encontrei este texto super legal e que descreve algo que tenho vivido nos últimos meses:
 
"A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!"

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Minha nota oficial nº 1: sobre a profissão


Não sei que mania é esta que as pessoas têm de pensar que a primeira decisão tomada na escolha da profissão necessite ser a última. Sim, o dilema que tenho enfrentado se estende a cada vez que comento com algum amigo sobre minha intenção de fazer outro curso superior após formar em Relações Públicas. Sempre recebo a mesma mensagem de espanto e desaprovação, como se tivesse cometido um crime: “como assim? Você formou agora, não pode mudar de área! Vai jogar tudo fora agora? Porque você escolheu a profissão errada? Que horror, logo você que sempre disse gostar da área, eu não terei este problema!”.

Queridos amigos, não estou abandonando o aprendizado que obtive no curso de RP, dizendo que escolhi a profissão errada, me arrependendo, nem tampouco abandonando a profissão: de fato me tornarei uma relações públicas, com registro, atuação e tudo mais, assim como planejei, mas apenas me decidi a acrescentar, conhecer outras áreas... porque deveria me limitar a ser apenas RP?

Na verdade, muito me incomoda a mania que as pessoas têm de achar que cada curso, cada emprego e que cada escolha profissional tenha de ser a última e imutável... porque agora devo estar limitada e não poderei conhecer outros ramos de atividade? Seria pecado, crime, demonstração de falta de personalidade?

Alguém pode me dizer que preciso de foco. Pois bem, não considero que foco seja sinônimo de limitação. A cada curso e trabalho que farei, estarei focada nele, dando meu melhor e quando estiver chegando ao fim, sempre estarei com meu espírito inquieto, pensando no que farei após. Prova disto são os bons trabalhos que realizei nas empresas que trabalhei. Não faltou foco, dedicação, oportunidades, bons trabalhos ou boa remuneração. Acredito que tudo que farei virá sempre para acrescentar, não excluir o que fiz antes.

Esta é minha natureza e muito me surpreende perceber que as pessoas com quem convivo e que mantenho grande amizade ainda não tenham notado que sou assim ou até na maioria dos casos, reprovem este meu jeito de ser.

Tenho um espírito inquieto, quero mais, quero ir além... a formação em RP já se tornou realidade, agora preciso de um novo objetivo, um novo sonho para me mover... sem isto não consigo viver!

Preciso dos meus planos, dos meus sonhos, das minhas metas distantes a serem alcançadas para continuar vivendo! Se para alguns o próximo objetivo é trabalhar na área, para mim isto é apenas a ordem natural dos fatos, não um novo objetivo a ser alcançado... estudar durante todo este tempo para não atuar na área é uma grande frustração. Quero sempre ter a carta na manga, o próximo sonho, a próxima luta. E principalmente: conhecer muitas coisas!

As pessoas serão capazes de entender este meu espírito inquieto um dia? Talvez não. Mas apenas quero ser, sem que as pessoas tentem me persuadir e mostrar que seus pensamentos estão mais corretos. Esta é outra mania que as pessoas têm e que me incomoda bastante: tentarem mostrar que os objetivos delas são os mais coerentes para serem seguidos e que esta minha forma de pensar está errada e que nunca me permitirá ser uma profissional bem sucedida - mas aí me questiono: o que é ser uma profissional bem sucedida? Este conceito varia de pessoa para pessoa.

Serei sempre assim, terminando algo já pensando em um novo início. Se o novo início for muito diferente do que fiz antes, não me importo... acredito que a vida é única e que vim para isto mesmo: começar várias vezes, descobrir várias coisas. O que não posso é parar, pois o importante mesmo é SER FELIZ no que se faz!

E por que não ser RP e mais alguma coisa?

Minha nota oficial nº 2: sobre os relacionamentos



Vamos lá a outro assunto bastante delicado: relacionamentos! Não sou contra o namoro, mas também não acho que esta é a única forma de relacionar profundamente com alguém. Já namorei sem gostar e já gostei de verdade sem namorar. Até aí parece ser um caso normal, acredito que muita gente já passou por isto, mas o que as pessoas não entendem é como concordo e sou feliz assim.

Você conhece uma pessoa maravilhosa, se apaixona, vive bons momentos com ela, sente que sua companhia é muito agradável e que te faz muito bem. O passo seguinte é querer namorar com esta pessoa, certo? Mas... e se ela não quiser? Estará te mostrando que não ‘te leva a sério’? Que não sente as mesmas coisas que você? Que você realmente não significa nada na vida dela? A resposta é sim e não. É, isto mesmo, sim e não.

Já dizia Dalai Lama: "Não existe nada absoluto, tudo é relativo. Por isso devemos julgar de acordo com as circunstâncias.". Pelos sinais de alguém é possível saber se vale a pena levar tal relacionamento a diante sem namorar. Como avalio isso? Me pergunto profundamente e sinceramente: “Está valendo a pena? Eu estou realmente feliz assim?”, se minha resposta para estas perguntas forem um sincero SIM, sigo em frente sem demais problemas. Caso contrário, pego minha mala e vou partir para outra – sem demais problemas também.

Já tive muitos dilemas e problemas com a interpretação do ‘ele não te leva a sério, amiga’. Opa, opa, opa! Mas o que é ‘levar a sério’? Colocar uma aliança de compromisso no dedo - que cá pra nós é uma cafonice das pessoas que tentam apenas mostrar para a sociedade que está com alguém, pois o sentimento na verdade vai muito além de um coisa prateada no dedo – colocar um namorando no Orkut e mostrar para todo mundo que está perdidamente apaixonada e pensar que serão felizes para sempre, em um casamento romântico e apaixonante?! Hahaha... me chamem do que quiserem: pessimista, fria ou desiludida... mas já faz tempo que não acredito neste conto de fadas! Namoro não é sinônimo de fidelidade (nem a ausência dele é garantia de fidelidade também!). O que conta mesmo é seu sentimento sincero das duas pessoas! Tem gente que faz coleção de alianças de compromisso na gaveta e desilusões no coração e sinceramente, não é isto que quero para minha vida.

Assumir algo perante a sociedade apenas para estar dentro dos padrões é besteira e não é para mim o que irá definir se continuarei com alguém ou não. Estarei enquanto me sentir bem, enquanto for feliz, enquanto me sentir intensamente envolvida nos momentos vividos. Quando isto não existir mais, partirei para outra.

Você não concorda? Eu já esperava isto! Hehehehe...
Não vou tentar te convencer a viver como eu. Apenas desejo que um dia você abandone seus contos de fada e que seja plenamente feliz, assim como fui (mesmo sem namorar). Acabou, eu sei. Mas aposto que você já colocou uma aliança no dedo, disse que amava, namorou e terminou também!!! Está vendo como isso não define nada?

Sei que logo viverei outro relacionamento e serei muito feliz novamente! Se vou namorar ou não? Eu não sei... mas tenho certeza que este ainda não foi o fim!

Estou otimista! =]

sábado, 9 de outubro de 2010

Reflexão da semana:




"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

- Fernando Pessoa - 

Um desabafo

Sempre ouvi dizer que quando um relacionamento chega ao fim uma das partes envolvidas sempre sofre mais. Os motivos de cada pessoa eu não sei, mas uma coisa é certa: o fim de um relacionamento não é fácil. 

Todo mundo um dia já passou pela dolorosa fase da separação, mas cada pessoa reage de uma forma diante dos problemas: uns choram calados, outros ligam inconformados para quem se foi, outros apenas pegam as malas e partem em busca de novos rumos, mas uma  coisa é fato: o coração da não deixa de sentir. Como conviver com a falta de alguém que estava ali a pouco e não está mais? Como não sentir saudades quando aquela música marcante toca, quando se vê a cama vazia e quando se enxerga a pessoa em cada lugar marcante? Aaahh... essa é uma daquelas grandes peças que a vida vem nos pregar!

Eu sempre busquei não sofrer tanto com as separações, até mesmo por sempre viver relacionamentos curtos e não tão envolventes, sempre me precavendo para sofrer o menos possível com a partida daquela pessoa, pois para mim aquilo era claro: um dia esta pessoa partiria, eu apenas não sabia quando.  Quando o curto relacionamento chegava ao fim, as coisas logo ficavam bem e outro alguém entrava em evidência.  

De repente as coisas mudaram. Quando menos esperei é que pude sentir a tal falta de alguém especial, daquela forma que as pessoas me contavam e eu não entendia do que se tratava. Senti falta, chorei durante alguns dias, me perguntei por que aquilo estava acontecendo. Dúvidas e desesperos sem respostas. Não digo que foi amor, mas foi algo bem diferente das outras vezes. 

Um dia, resolvi que deveria levantar a cabeça, tirar aquela roupa e os sentimentos que já não me faziam bela e contente na vida, lavá-los e colocá-los no varal. Enquanto aguardo que as feridas se cicatrizem, que meu coração se sinta forte novamente e que a roupa seque, vou acreditando que tudo um dia estará bem e que estarei pronta para começar tudo outra vez...

Seja bem vindo (a) a minha Vida no Varal!


P.S: Este não é um blog sobre amor mal resolvido, nem dores ou sofrimentos.