sábado, 9 de outubro de 2010

Reflexão da semana:




"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

- Fernando Pessoa - 

Um desabafo

Sempre ouvi dizer que quando um relacionamento chega ao fim uma das partes envolvidas sempre sofre mais. Os motivos de cada pessoa eu não sei, mas uma coisa é certa: o fim de um relacionamento não é fácil. 

Todo mundo um dia já passou pela dolorosa fase da separação, mas cada pessoa reage de uma forma diante dos problemas: uns choram calados, outros ligam inconformados para quem se foi, outros apenas pegam as malas e partem em busca de novos rumos, mas uma  coisa é fato: o coração da não deixa de sentir. Como conviver com a falta de alguém que estava ali a pouco e não está mais? Como não sentir saudades quando aquela música marcante toca, quando se vê a cama vazia e quando se enxerga a pessoa em cada lugar marcante? Aaahh... essa é uma daquelas grandes peças que a vida vem nos pregar!

Eu sempre busquei não sofrer tanto com as separações, até mesmo por sempre viver relacionamentos curtos e não tão envolventes, sempre me precavendo para sofrer o menos possível com a partida daquela pessoa, pois para mim aquilo era claro: um dia esta pessoa partiria, eu apenas não sabia quando.  Quando o curto relacionamento chegava ao fim, as coisas logo ficavam bem e outro alguém entrava em evidência.  

De repente as coisas mudaram. Quando menos esperei é que pude sentir a tal falta de alguém especial, daquela forma que as pessoas me contavam e eu não entendia do que se tratava. Senti falta, chorei durante alguns dias, me perguntei por que aquilo estava acontecendo. Dúvidas e desesperos sem respostas. Não digo que foi amor, mas foi algo bem diferente das outras vezes. 

Um dia, resolvi que deveria levantar a cabeça, tirar aquela roupa e os sentimentos que já não me faziam bela e contente na vida, lavá-los e colocá-los no varal. Enquanto aguardo que as feridas se cicatrizem, que meu coração se sinta forte novamente e que a roupa seque, vou acreditando que tudo um dia estará bem e que estarei pronta para começar tudo outra vez...

Seja bem vindo (a) a minha Vida no Varal!


P.S: Este não é um blog sobre amor mal resolvido, nem dores ou sofrimentos.